quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Uma Luz no Meu Caminho

Resignação: [...] é o consentimento do coração [...]. KARDEC, Allan. O Evangelho Segundo o Espiritismo. Sinônimo de renúncia e abdicação, resignar-se pode parecer (para muitos) um ato de covardia ou fraqueza em determinadas situações, no entanto, ao ler este livro, obtemos um novo entendimento e conhecemos um novo significado de resignação.

Não é fácil encontrar espíritos encarnados que desempenham tarefas árduas (para o entendimento da maioria) e que levem sua missão até o fim. Imagine retornar com a missão de promover um novo modo de pensar em relação ao casamento, onde não há a união de corpos, mas apenas a união de almas; certamente poucos seriam capazes de suportar a prova. Situação esta que, na medida em que a humanidade progride, deve se tornar mais comum, pois a evolução tende a nos tornar criaturas cada vez menos ligadas à matéria e mais ligadas ao espírito, quando teremos mais subsídios para vivermos em tais condições de maneira mais natural.

Neste livro a história se desenrola neste sentido, onde alguns espíritos reencarnam com múltiplas tarefas, e as dificuldades encontradas em suas caminhadas (trabalhadas com grande dose de coragem e resignação), além de cumprirem sua tarefa servem como farol e guia para outros espíritos ainda pouco conscientes de seus deveres como criaturas eternas e não completamente desenvolvidos em suas potencialidades.

Espíritos bem dispostos e conscientes de seus deveres servem como Luz no caminho de muitos outros nesta linda história. Isto também nos estimula a agir em nosso dia a dia, nos propondo ao esclarecimento próprio e tornando-nos úteis à sociedade, quando colocamos em prática o ensinamento do "amai-vos uns aos outros" do Mestre Jesus, efetivamente servimos de luz para o caminho de muitos outros irmãos. Beneficiar, sendo luz no caminho de alguém é a maior das satisfações que se pode ter.

Portanto, façamos brilhar a nossa luz para servir de guia a outros espíritos, assim quando chegar a nossa hora de trevas e necessitarmos de luz certamente outros espíritos amigos nos servirão de guia para que todos caminhemos em direção a luz mais forte reluzente de todas, que é o Mestre Jesus.

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Almas em Desfile

Chico Xavier, em seus mais de 400 livros gentilmente ditados por vários espíritos, nos oferece uma grande variedade de assuntos e ensinamentos, uns facilmente assimiláveis e outros que requerem um pouco de dedicação estudo, mas nada que impeça o aprendiz dedicado em progredir na seara do bem.

Neste volume, o espírito Hilário Silva nos presenteia com várias histórias de fácil entendimento e que nos mostram que onde existem espíritos caindo também existem espíritos dispostos a auxiliar e reerguer estes.

A estrada humana está repleta de sonhos e esperanças, flores e espinhos, alegrias e sofrimentos, e a Doutrina Espírita é um farol a iluminar nossos caminhos.

Em todos lugares há desfile de almas. Lutando, rindo, arrastando-se ou chorando, plantando e colhendo aquilo que lhes são de direito. Todos temos a liberdade de escolha por meio do livre arbítrio para favorecer ou prejudicar, especialmente a individualidade que reside em cada espírito.

Assim somos todos nós, pintores de nossas telas pessoais, com todas as cores possíveis à nossa disposição, com condições de elaborar as pinturas mais belas, bem como as mais sombrias; de posse da sublime pena que é a nossa própria vida temos à nossa disposição todas as letras, com as quais podemos escrever as mais belas histórias, que ecoarão pela eternidade, ou podemos escrever tristes passagens que igualmente nos comprometerão, talvez, por muitos e muitos séculos até nos conscientizarmos e buscarmos o reerguimento pessoal e intransferível.

Excelente livro para quem quer um volume com cores vivas representadas em várias histórias curtas e incrivelmente instrutivas. Quem julga ter pouco tempo disponível pode aproveitar enquanto espera o ônibus, o atendimento da consulta médica ou até mesmo pouco antes de dormir.

Simplesmente excelente.

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Sexo e Obsessão


Dois assuntos frequentemente discutidos em todas as casas espíritas e fortemente presente em nossas vidas, sexo e obsessão são temas de grande importância. Lidar com estas questões muitas vezes pode ser doloroso e temeroso, mas não se pode deixa-los de lado ou para depois, é preciso encara-los de frente e trata-los com seriedade, independente da nossa condição frente à eles.

Este foi o primeiro livro que li do espírito Manoel Philomeno de Miranda, especialista no tema obsessão, em seus mais variados ângulos, e que nos oferece em suas obras (em sua totalidade psicografadas por Divaldo Franco), um vasto campo de estudo a respeito deste tema, muito presente no dia a dia das casas espíritas e de um sem número de pessoas que, em sua maioria, desconhecem esta realidade.

O sexo, em si, é um tema que causa reações diversas quando debatido, dependendo do ponto de vista, e que tem um impacto enorme em nossas vidas quando conduzido de maneira inadequada, e este livro retrata bem este fato. Muitos de nós não temos a correta noção de como o nosso comportamento e pensamentos influenciam a nossa condição enquanto espíritos no que diz respeito a este tema, estejamos encarnados ou não.

Talvez soe como lugar comum ou até mesmo um discurso moralista, mas é difícil não fazer um pequeno comentário a respeito do tema do ponto de vista da Doutrina Espírita. O Livro dos Espíritos nos esclarece, entre as perguntas de número 200 e 202, a respeito do gênero sexual dos espíritos e sobre a sua escolha em cada período enquanto encarnado. É preciso desvincular a ideia de gênero sexual para ampliar nosso entendimento a respeito do tema, isso nos ajuda a melhor compreender a real função do sexo em nossas vidas, enquanto criaturas eternas.
A conduta moral de cada um está intimamente ligada ao seu comportamento sexual, e o sexo - quando desvirtuado - transforma-se em elemento dificultador (de enormes proporções) para nosso progresso pessoal; por isso, ao buscar uma conduta apropriada, nos colocamos em condições de progredir com segurança e de maneira sólida e consistente.
Até não muito tempo atrás a poligamia era comum e aceita em muitas regiões do planeta (no momento em que escrevo este texto ainda existe em alguns países), porém, com o progresso da humanidade e melhoramento de sua conduta moral esta prática tem se tornado cada vez mais incomum e desaprovada pela maioria das pessoas, ainda que em uma sociedade machista como a dos dias de hoje muitos homens fantasiem possuir seu harém pessoal o consenso geral é de que esta é uma prática não aceitável nos dias de hoje. Note que, destaco a palavra melhoramento, pois ainda estamos um tanto quanto distantes de uma condição moral ao menos próxima da conduta exemplificada por Jesus, enquanto referência moral para a humanidade. Atualmente a monogamia se estabeleceu como prática comum para a sociedade vigente, e isto é prova de como nosso progresso moral é inevitável, pois todos estamos destinados ao progresso, sem exceção. Nosso saudoso Chico Xavier já nos aconselhava no que diz respeito ao correto uso de nossas potencialidades genésicas (vide Pinga Fogo, o trecho também é exibido no filme Chico Xavier), fonte de imensa felicidade quando plenamente aplicadas, comentando a respeito das enormes possibilidades quando exploramos nossas potencialidades de maneira adequada.

Este é um tema muito extenso, difícil de ser tratado em poucas linhas, como tenho feito nas postagens anteriores, mas é um tema muito fascinante e importante, e tenho certeza de que muitas pessoas são diretamente influenciadas por este tema, positiva e negativamente.

Uma das grandes lições que o livro nos trás é de que o sexo não deve ser fonte de prazer vulgar. Manoel P. Miranda nos descreve uma cidade em que vários espíritos se reúnem para trocar experiências, no mínimo, estranhas. Ao ler este livro pode-se facilmente fazer um paralelo com situações do nosso dia a dia, ainda que a realidade de muitos de nós seja bem diferente, acredite, muitos vivem situações semelhantes no plano físico. Bem sabemos que, enquanto dormimos, nosso espírito se desprende da matéria, visitando ambientes diversos, se vinculando a outros espíritos em sintonia com nossos pensamentos e alinhados com nossa condição moral no momento. Assim como frequentamos ambiente com os quais nos sentimos bem em nosso dia a dia (sejam eles agradáveis ou não), como restaurantes, casas de amigos, boates, etc. fazemos o mesmo enquanto desprendidos do corpo. Pense, com o que e quem você mais tem afinidade? Em que você mais pensa no seu dia a dia? Quais são seus desejos, objetivos e metas? Agora imagine-se naquela "balada" que você costuma (ou costumava) frequentar, imagine também aquela festa de carnaval. Não é difícil adivinhar os pensamentos que estão no ar, as intenções das pessoas naquele ambiente, certo? Agora imagine-se, por exemplo, em uma cidade qualquer que sofreu um desastre natural, trabalhando com um grupo de voluntários que visitam pessoas desabrigadas, distribuindo donativos e palavras de conforto e encorajamento, dá pra imaginar os pensamentos reinantes no momento, naquele ambiente e entre aquelas pessoas. Enquanto espíritos desprendidos da matéria nos encontramos em uma condição de liberdade (não ilimitada) de tal maneira a nos permitir tomarmos atitudes que realmente queremos e que se alinham com o nosso real estado moral; por isso se nos compraz estar em lugares com os quais temos maior afinidade, certamente lá estaremos. Uma cidade onde as mais esdruxulas e inimagináveis fantasias sexuais se tornam realidade é o lugar para onde muitos "escapam", de maneira a extravasar seus mais íntimos pensamentos e torná-los possíveis, com outros espíritos (que todos somos) com as mesmas intenções e afinidades. Este livro não apenas nos descreve situações semelhantes, mas também como o trabalho de incansáveis benfeitores contribui para que estes espíritos sejam ajudados, de forma a se libertarem desta prisão, que possui correntes muito difíceis de serem partidas e que causam uma paralisação considerável em seu estado evolutivo.

Como o próprio Manoel menciona no prefácio, o livro pode chocar o leitor em muitos de seus trechos, por descrever situações de conteúdo forte e assustador, chegando até a fazer com que algumas pessoas classifiquem o livro como fantasioso e fruto de fértil imaginação. Conheço pessoas que sequer conseguiram finalizar a sua leitura, por sentirem-se desconfortáveis com o relato apresentado. No entanto, recomendo fortemente a leitura, pois trata-se de um assunto muito importante para os dias atuais; ao finalizar a leitura, com espírito crítico e com o intuito de buscar o aprendizado sincero, certamente fará muita diferença em seus conceitos a respeito do assunto.

Certa vez ouvi de uma colega em uma casa espírita que sempre nos sentimos pouco à vontade quando lemos ou ouvimos a respeito de um tema com o qual tivemos grande dificuldade em encarnações passadas, me fez pensar e, apesar de não possuir argumentos comprobatórios no momento, não posso descartar esta hipótese. Independente de como você se sinta ao terminar a leitura, leve consigo a lição de que o sexo não deve ser vulgarizado, e que sempre haverão espíritos simpáticos prontos e dispostos a ajudar àqueles que, sinceramente, buscarem auxílio.

O volume que tenho em mãos é a 4ª edição, de 2002, da Editora Leal.

domingo, 12 de fevereiro de 2012

Dramas da Obsessão

Quando se diz que esta é uma obra de expressão doutrinária não é pra menos. Dos poucos livros espíritas que li todos sempre me trouxeram algo positivo, que acrescentaram à minha evolução pessoal no sentido de agregar conhecimento para a prática Cristã em sua pureza, que a Doutrina Espírita nos oferece, mas poucas obras conseguem expor de uma maneira tão precisa a respeito de determinados assuntos. O espírito Bezerra de Menezes - com sua simplicidade e sabedoria - nos presenteia com estas páginas tratando do assunto obsessão.

Duas interessantíssimas histórias (reais) nos são contadas neste singelo volume de 231 páginas; a primeira, Leonel e os Judeus, narra o drama de uma família Judia nos tempos da inquisição em Portugal, duras provações envolveram estes espíritos, e não é fácil imaginar a dor que enfrentaram durante tanto tempo. Ao ler esta história e pensar em nossa própria condição nos dias de hoje, quando muitos reclamam de suas dificuldades (não desmerecendo o sofrimento alheio, é claro), mas que poderiam muito bem ser enfrentados com uma postura diferente, com mais coragem e abnegação, vejo que outros passaram (e ainda passam!) por problemas e dificuldades bem maiores. Sim, sei que não é fácil colocar o discurso em prática na hora da verdade, mas as situações vividas por esta família Judia nesta época, trazida para os dias atuais, certamente deixaria a maioria de nós extremamente revoltados e com um sentimento de injustiça difícil de mensurar. Sem falar que, certamente, agiríamos da mesma maneira, como nos conta Bezerra de Menezes.

A segunda história, A Severidade da Lei, deixa bem claro como a lei de causa de efeito funciona, independente de quem a desobedece. Erros graves cometidos no passado pelos personagens da história resultam em consequências dramáticas no futuro e, para quem desconhece o histórico, a sensação de injustiça é o que logo vem à mente das pessoas, que pensam: afinal de contas, onde está a justiça Divina que não se manifesta nestas horas de dores em favor de pessoas tão boas e íntegras?

Ambas reforçam o conceito da lei de causa e efeito, que muitos de nós ignoramos em nosso dia a dia. Por isso, quando ver alguém (ou até mesmo você) passando por uma dificuldade que mais se parece com injustiça, reflita, pense no assunto considerando o ponto de vista da lei de causa e efeito. Será que não cometemos algum deslize grave em vidas passadas que justifique o momento? Será que vale a pena continuar sustentando a idéia de que somos muito bons e não merecemos passar por tais provações? Porque não resignar-se e enfrentar? Realmente não é fácil agir com resignação quando não conhecemos o que aconteceu em outras existências, e se para muitos Espíritas este é um exercício de elevada dificuldade, imagine para aqueles que sequer acreditam que passamos (e ainda vamos passar) por várias existências?

Portanto, quando estiver em sofrimento profundo ou enfrentando dificuldades que mais parecem um grande golpe do destino, pense consigo mesmo de que maneira deseja enfrentar a situação, resignar-se e encarar o problema de frente, de modo a reerguer-se, ou continuar com a postura de revolta, sentindo-se  vítima de algum ser superior (ou inferior?) que decidiu lhe castigar injustamente. Isto vale também para os outros com quem convivemos, sejam pessoas próximas, amigos ou até mesmo desconhecidos. No entanto, lembre-se de que, apesar das dificuldades que todos passamos não quer dizer que estejamos impedidos de oferecer ajuda a quem sofre, aliviar o sofrimento do próximo é dever de todos, e o auxílio de forma alguma impedirá que colhamos os frutos das sementes que plantamos, pois a justiça divina se fará cumprir, ainda que não consigamos compreender completamente seus mecanismos e meios.

Estacionar ou avançar, qual será a sua escolha?
Quebrar o ciclo, como os personagens destas duas histórias fizeram, deve ser o melhor caminho a ser seguido, pense a respeito.

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Diário de um Doutrinador

Hoje me senti estimulado a escrever a respeito deste livro, pois assisti a um filme de suspense (A Filha do Mal), que trata de questões ligadas ao exorcismo e a Igreja Católica, contando um caso a respeito. Resumidamente, o filme relata um caso de possessão de uma mulher, levada para ser tratada em um hospital especializado em Roma. Depois de mais de 20 anos sua filha foi procurá-la para tentar entender melhor o que aconteceu e tentar fazer algo para evitar que aconteça o mesmo consigo mesma. O que me chamou a atenção foi que, durante o desenrolar da história, os padres que se propunham a exorcizar os espíritos, ou até mesmo quem estava próximo e queria de alguma forma ajudar, era repreendido pelo espírito obsessor (como nós Espíritas entendemos) que logo tratava de apontar as principais falhas morais destas pessoas, causando uma espécie de obstáculo invisível para que esta pessoa se sentisse culpada e desistisse de seguir em frente com seus planos de auxílio.

Doutrinação não é brincadeira.

Após uma etapa inicial de estudos e participação nas atividades de uma casa espírita muitos queremos ajudar de alguma forma, e a vontade de fazer parte do grupo de reuniões mediúnicas e desobsessão é uma das opções que parece ser uma das mais interessantes, pois abre-se uma janela para que se viva o Espiritismo de uma forma muito mais visível, digamos assim. Mas nem sempre é possível ser facilmente admitido(a) em um grupo como este, pois para ser parte de um grupo assim muitos requisitos precisam ser preenchidos. Além do conhecimento doutrinário, que é fundamental, penso que a disciplina mental e a autoridade moral são imprescindíveis, pois os espíritos obsessores utilizam-se em primeiro lugar das falhas morais dos participantes da reunião para desestabilizar o grupo e desmontar os trabalhos em benefício dos irmãos necessitados, estejam encarnados ou não.

O livro narra casos reais e que acontecem com freqüência em muitas casas espíritas, e o autor nos mostra com clareza como o preparo e disciplina são essenciais para que as reuniões sejam bem sucedidas e os objetivos sejam alcançados. Além disso, os casos descritos no livro deixam claro como ainda a maioria de nós precisamos caminhar em nossa presente existência para conquistarmos pelo menos uma parte daquilo que Jesus nos propõe que acrescentemos em nossa bagagem espiritual em termos de conquistas morais em direção aos nossos destinos luminosos de evolução eterna. Faz com que percebamos o quanto nossa inferioridade ainda é latente e que ainda precisamos nos dedicar e trabalhar muito para modificarmos nossas más tendências. Mas isso não quer dizer que não possamos fazer parte de um grupo deste teor, oferecendo nossos bons préstimos, basta que nos dediquemos com afinco e que nos proponhamos a auxiliar com muito amor nosso próximo. Muitos obstáculos e desafios surgirão no caminho, mas é muito importante a perseverança, pois não há mal que resista ao amor puro que vem de Jesus em nossos corações quando nos dispomos a compartilhar nosso esforço para o bem.

O livro é realmente fascinante. Luiz Gonzaga Pinheiro escreveu vários outros títulos relacionados ao assunto obsessão, vale muito a pena a leitura.

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Sob as Mãos da Misericórdia

Último livro da série, composto por O Amor Jamais Te Esquece e A Força da Bondade, Sob as Mãos da Misericórdia é uma leitura muito emocionante, que prende a atenção do leitor do início ao fim, assim como os volumes anteriores. Por ser uma trilogia é importante que os volumes anteriores sejam lidos para que a história seja melhor compreendida, além disso, várias referências são feitas aos livros anteriores neste volume. Confesso que quando iniciei a leitura pensei que seria um pouco demorado e massante, mas chegando ao final agora vejo que foi uma grande satisfação conhecer a história destas personagens, muito inspiradora diga-se de passagem.

Como havia mencionado no primeiro post desta série, para quem trabalha em uma casa espírita na área de atendimento fraterno estas obras servem como referência para este tipo de atividade, pois as passagens revelam como é importante possuirmos a disposição de nos doarmos em benefício ao próximo e também de educar o próprio espírito para cada vez mais ter uma postura de abnegação frente às dificuldades da vida, sem nos esquecermos do auxílio ao próximo como prioridade.

Neste volume os romanos Cláudio Rufus (mencionado em A Força da Bondade) desenvolve sua sensibilidade para a fé Cristã, tendo que enfrentar situações difíceis para manter-se no caminho do bem. O mesmo acontece com Décio, seu auxiliar direto, que oferece grande suporte e auxílio a Cláudio e a outros personagens da história. Destaque também para os acontecimentos com Serápis e seus filhos. Em certos momentos é como se estivéssemos participando da história, sofrendo as mesmas represálias, viajando nas mesmas estradas e padecendo os mesmos sofrimentos. Na verdade a vontade mesmo era de poder participar e ajudar os personagens de alguma forma.

Foram os três primeiros livros ditados pelo espírito Lucius e psicografados por André Luiz Ruiz que li, gostei muito. No momento tenho uma pequena fila de espera, mas tão logo finalize vou voltar para os livros destes irmãos, começando outra série, Transição Planetária, composta dos volumes:

Sugiro também que acessem o site TV Alvorada Espírita, lá você pode assistir a palestras e estudos ao vivo com o André Luiz Ruiz todos os dias da semana e ainda fazer o download destas atividades para assistir quando lhe for conveniente. Recomendo!