Por mais que nos disponhamos a superar as dificuldades da vida, por mais que reconheçamos que o amadurecimento necessariamente passa por estradas tortuosas e difíceis, ainda que as pessoas de gênio complicado nos ensinem que é preciso ter paciência, ainda que todo o sofrimento inesperado nos inspire à resignação, não é fácil encararmos estas situações como sublimes e benéficas expiações, presente da Providência Divina para as nossas vidas.
Frequentemente sofremos com problemas e dificuldades, mas raramente nos dispomos a assumir uma postura resignada e admitir a possibilidade de que tais momentos sejam necessários para nossa evolução pessoal. Na verdade, muitos do nós sequer se lembra de pensar a respeito no momento da dor ou da dificuldade, não é verdade?
Expiação e resinação estão muito conectadas, e neste livro a expiação está diretamente relacionada com a dor da doença; mais especificamente a hanseníase. Em determinadas situações a doença parece que vai de encontro a algumas pessoas, tem-se a impressão de que já estava programada para aparecer e a cura passa a ser uma possibilidade praticamente impossível de ocorrer. Houve uma época em que as pessoas com hanseníase eram estigmatizadas, consideradas impuras e que necessariamente precisavam viver isoladas das demais, sob pena de contaminar a sociedade. Ainda nos tempos atuais muitas doenças infectocontagiosas, além da hanseníase, ainda provocam este tipo de comportamento preconceituoso em muitas pessoas, que discretamente isolam os doentes, porém, de uma maneira velada e discreta, visto que em nosso atual estado evolutivo, poucas pessoas ainda aceitam que este tipo de comportamento preconceituoso seja manifestado de maneira clara e objetiva, como se fazia a alguns anos atrás, por parte da maioria. Hoje em dia o cenário inverteu-se, mas ainda temos estrada pela frente.
Além da questão do enfrentamento da enfermidade enquanto forma de expiar as faltas do passado, Victor Hugo, pelas mãos de Divaldo Franco, nos alerta para as mais variadas feridas morais, provocadas pela involução das personagens da história que, de acordo com o autor espiritual, é real, mas com caracteres modificados, por razões óbvias.
É preciso que prestemos atenção a estes aspectos, o crescimento moral e a conscientização da necessidade de expiação de nossas faltas do passado (que certamente não são poucas nem pequenas, pelo menos para a maioria) é imprescindível para que continuemos a nossa caminhada aqui na Terra de maneira firme e consistente.
A grande lição que tirei desta leitura foi que, enquanto sofrer e enfrentar dificuldades, a coragem e a resignação devem ser atitudes sempre presentes, e a expiação deve ser considerada como possível motivador da situação em tela.
Sigamos em frente, instruindo-nos e amando-nos!

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