sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Os Espíritos em Minha Vida

Pessoalmente gosto muito de biografias e livros de memórias, pois histórias de vida são material de grande inspiração e trazem experiências que têm o poder de impulsionar as pessoas positivamente. No entanto, no meio espírita é raro encontrarmos livros de memórias (escritas enquanto o autor ainda está entre nós), pois oferece margem para que se julgue ser um capricho ou vaidade, quando este se envolve diretamente no projeto. Faz muito sentido o raciocínio, pois o Espírita Cristão deve ter um cuidado especial quanto a este tema e deve buscar evitar este tipo de situação, onde se transforma em uma espécie de estrela com dons extraordinários, tornando-se o centro das atenções e, consequentemente, oferecendo margem para alimentar o sentimento de vaidade e orgulho.

Este livro, no prefacio, trata um pouco desta questão, onde o próprio Robson Pinheiro se viu nesta espécie de encruzilhada, para se decidir se contava ou não a sua própria trajetória por meio de um livro de memórias, ainda bem que ele foi bem incentivado por Yvone Pereira e Rodrigo Aleixo. Penso que este é um assunto muito pessoal, contar detalhes de sua própria vida e suas experiências em um livro pode oferecer margem para diferentes interpretações, ainda mais quando se exerce a mediunidade de maneira tão intensa. Mas uma história de vida, bem contada, sempre nos serve como referência; sempre se pode tirar lições para aplicarmos em nossa própria caminhada.

Outro ponto fascinante deste livro é que o Robson recebe mensagens de vários espíritos e cada um possui uma característica, trazendo assuntos variados; Joseph Gleber, por exemplo, tem uma palavra mais científica voltada para a área da saúde, tratando o homem como um ser integral; Pai João de Aruanda traz a voz da experiência, com uma linguagem simples e clara, mas esta simplicidade vem acompanhada de conselhos sólidos e mensagens certeiras; e muitos outros espíritos que propõem situações das mais inusitadas e interessantes, sempre com alguma lição para o aprendizado daqueles que os escutam e/ou leem.

Nunca havia parado para pensar o quanto a vida de um médium pode ser difícil (você já?), pois é um ser humano que precisa se esforçar para reunir uma coletânea de virtudes, ainda que não as tenha alcançado devido à sua condição moral (como a grande maioria da humanidade), para bem desempenhar seu papel; precisa ser abnegado, possuir uma fé exemplar, abrir mão de muitos sonhos e desejos tão facilmente disponíveis a muitos de nós e, dentre muitas outras características, nunca perder Jesus de vista. Não se pode afirmar que todos os médiuns possuem estas virtudes em sua forma mais pura e integral, pois na realidade muitos sequer passam perto de possuí-las em sua presente existência, mas a busca delas e sua doação ao exercer e praticar estes dons de maneira a beneficiar o próximo em amor a Jesus é das mais sublimes tarefas, ainda que seja muito árdua, imagino eu, que no presente momento não os possuo.

Parabéns ao Robson Pinheiro e a Casa dos Espíritos por publicarem este livro, as histórias são muito interessantes e com certeza acrescentaram muito, me marcando positivamente. Escrever um livro de memórias deve ser como abrir um baú de recordações, felizes e tristes, que traz à tona uma mistura de sentimentos e que nos faz reavaliar nossas vidas. Que Jesus o abençoe.

Sigamos em frente com Jesus, sempre em frente.

O exemplar que tenho é o de capa de cor laranja. 1ª edição, de novembro de 2008.


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