Este foi um dos primeiros livros da categoria "será que eu consigo terminar" que li, e também o primeiro livro da Yvone A. Pereira, ditado pelo espírito Camilo Cândido Botelho. Mais uma vez foi uma sugestão em uma palestra que assisti na FEDF (Federação Espírita do Distrito Federal), onde sempre tive a satisfação de assistir a ótimas exposições a respeito da Doutrina Espírita. Aliás, recomendo muitíssimo a coleção da Yvone, editada pela FEB. No entanto, ao iniciar a leitura, aos poucos fui esquecendo da quantidade de páginas e mergulhei na história, fascinante e extremamente instrutiva, diga-se de passagem.
Nunca conheci alguém que tivesse o desejo de tirar a própria vida, imagino que quando se chega neste ponto a pessoa certamente já passou por muitas situações difíceis ou enfrenta traumas que lhe façam considerar o desejo de cogitar tal atitude. Todos temos nossos momentos de tristeza, aquelas horas em que queremos sumir e deixar tudo para trás, mas para muitos bastam uns momentos de solidão, seja trancados no quarto ou andando sem rumo definido por alguns momentos já são suficientes para que a dor passe e a coragem para enfrentar as dificuldades da vida retorne e a vida continue seu curso normal. No entanto, para alguns isso não é suficiente, o objetivo de tirar a própria vida torna-se literalmente uma obsessão.
Cada corrente religiosa e/ou filosófica tem um ponto de vista para as consequências do suicídio, para a Doutrina Espírita, que leva em consideração a multiplicidade das existências, trata-se de um grande equívoco, pois ao chegarem no plano espiritual os suicidas percebem que a vida continua e que somos responsáveis por nossas atitudes durante a existência, e interrompê-la - que poderia parecer uma boa ideia para se livrar dos problemas - torna-se um pesar enorme e o início de um processo de resgate bem doloroso, de acordo com as circunstâncias.
Neste livro, o espírito Camilo Cândido Botelho, relata sua experiência (nada agradável, mas muito instrutiva para o leitor) após tirar a própria vida, nos revelando os acontecimentos decorrentes desta atitude. O relato é muito instrutivo e altamente recomendado para todos; para os que pensam em interromper a vida é um alerta no sentido de repensarem sua atitude, trazendo à tona o sentido verdadeiro das dificuldades que enfrentamos e a coragem para efetivamente enfrentá-las de cabeça erguida, confiando que trata-se de um processo pelo qual é preciso enfrentar com bom ânimo, com a certeza de que os frutos serão colhidos no futuro; para os que não pensam em suicidar-se o livro é um excelente tratado a respeito do assunto, tão raramente tratado por possuir um certo "peso" e causar um mal estar nas almas mais sensíveis, mas que é preciso ser discutido e difundido, pois vidas podem ser salvas por meio de uma simples conversa, com a argumentação correta para que tal tragédia seja evitada.
O livro também destaca como é grandiosa a misericórdia divina para com estes espíritos que decidiram usar seu livre arbítrio para trilhar este caminho, oferecendo oportunidades de resgate e aprendizado de forma que possam recuperar o tempo perdido e solidificando conhecimentos que sustentem sua caminhada evolutiva, dando-lhe condições à própria recuperação e preparando-os para que possam oferecer sua ajuda e sua experiência para outros irmãos e irmãs, seja para demovê-los deste ato ou para auxiliá-los em sua recuperação no plano espiritual.
domingo, 29 de janeiro de 2012
segunda-feira, 9 de janeiro de 2012
Cartas e Crônicas
Irmão X, pseudônimo de Humberto de Campos, notável escritor que possui realmente um estilo inconfundível, ditou (dentre muitos outros) este volume para Chico Xavier. De leitura fácil e agradabilíssima, recomendo este autor especialmente para aqueles que estão iniciando suas carreiras como leitores, pois são livros de linguagem simples, direta e com histórias curtas e altamente instrutivas do ponto de vista moral.Quis iniciar as dicas de leitura deste autor por este livro, pois em 40 pequenos capítulos vários temas importantes são tratados com grande habilidade e com traço jornalístico, característica marcante de Humberto de Campos. Temas relacionados à vida de Jesus, respostas a questionamentos comuns a respeito da Doutrina Espírita, temas cotidianos e até mesmo pena de morte são expostos. Estas pequenas crônicas vêm em formato de cartas, propositadamente endereçadas aos leitores, pois certamente todos podemos tirar proveito de grande parte dos temas tratados neste pequeno volume de apenas 190 páginas.
Até o momento em que escrevo esta postagem, li apenas quatro livros da coleção deste autor (doze volumes), psicografados por Chico Xavier, mas dos que li posso garantir que valem muito apena e devem ser parte de qualquer biblioteca Espírita como referência para vários assuntos.
Além da relevância dos temas tratados pelo Irmão X, reforço a facilidade da leitura, ajudando a eliminar aquela famosa barreira da dificuldade de leitura que muitos possuem, impedindo que este hábito tão saudável se torne corriqueiro
Luz Acima; Reportagens de Além Túmulo e Brasil, Coração do Mundo e Pátria do Evangelho são os outros volumes que já li deste autor e serão os próximos que indicarei em futuras postagens aqui no blog.
O volume que tenho em mãos foi editado pela FEB em dua 13ª edição.
sexta-feira, 6 de janeiro de 2012
Os Espíritos em Minha Vida
Pessoalmente gosto muito de biografias e livros de memórias, pois histórias de vida são material de grande inspiração e trazem experiências que têm o poder de impulsionar as pessoas positivamente. No entanto, no meio espírita é raro encontrarmos livros de memórias (escritas enquanto o autor ainda está entre nós), pois oferece margem para que se julgue ser um capricho ou vaidade, quando este se envolve diretamente no projeto. Faz muito sentido o raciocínio, pois o Espírita Cristão deve ter um cuidado especial quanto a este tema e deve buscar evitar este tipo de situação, onde se transforma em uma espécie de estrela com dons extraordinários, tornando-se o centro das atenções e, consequentemente, oferecendo margem para alimentar o sentimento de vaidade e orgulho.Este livro, no prefacio, trata um pouco desta questão, onde o próprio Robson Pinheiro se viu nesta espécie de encruzilhada, para se decidir se contava ou não a sua própria trajetória por meio de um livro de memórias, ainda bem que ele foi bem incentivado por Yvone Pereira e Rodrigo Aleixo. Penso que este é um assunto muito pessoal, contar detalhes de sua própria vida e suas experiências em um livro pode oferecer margem para diferentes interpretações, ainda mais quando se exerce a mediunidade de maneira tão intensa. Mas uma história de vida, bem contada, sempre nos serve como referência; sempre se pode tirar lições para aplicarmos em nossa própria caminhada.
Outro ponto fascinante deste livro é que o Robson recebe mensagens de vários espíritos e cada um possui uma característica, trazendo assuntos variados; Joseph Gleber, por exemplo, tem uma palavra mais científica voltada para a área da saúde, tratando o homem como um ser integral; Pai João de Aruanda traz a voz da experiência, com uma linguagem simples e clara, mas esta simplicidade vem acompanhada de conselhos sólidos e mensagens certeiras; e muitos outros espíritos que propõem situações das mais inusitadas e interessantes, sempre com alguma lição para o aprendizado daqueles que os escutam e/ou leem.
Nunca havia parado para pensar o quanto a vida de um médium pode ser difícil (você já?), pois é um ser humano que precisa se esforçar para reunir uma coletânea de virtudes, ainda que não as tenha alcançado devido à sua condição moral (como a grande maioria da humanidade), para bem desempenhar seu papel; precisa ser abnegado, possuir uma fé exemplar, abrir mão de muitos sonhos e desejos tão facilmente disponíveis a muitos de nós e, dentre muitas outras características, nunca perder Jesus de vista. Não se pode afirmar que todos os médiuns possuem estas virtudes em sua forma mais pura e integral, pois na realidade muitos sequer passam perto de possuí-las em sua presente existência, mas a busca delas e sua doação ao exercer e praticar estes dons de maneira a beneficiar o próximo em amor a Jesus é das mais sublimes tarefas, ainda que seja muito árdua, imagino eu, que no presente momento não os possuo.
Parabéns ao Robson Pinheiro e a Casa dos Espíritos por publicarem este livro, as histórias são muito interessantes e com certeza acrescentaram muito, me marcando positivamente. Escrever um livro de memórias deve ser como abrir um baú de recordações, felizes e tristes, que traz à tona uma mistura de sentimentos e que nos faz reavaliar nossas vidas. Que Jesus o abençoe.
Sigamos em frente com Jesus, sempre em frente.
O exemplar que tenho é o de capa de cor laranja. 1ª edição, de novembro de 2008.
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