segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Herdeiros do Novo Mundo

Finalizando a trilogia temática de Lucius (Despedindo-se da Terra, Esculpindo o Próprio Destino), em Herdeiros do Novo Mundo o autor trabalha em temas ligados ao comportamento humano, mais especificamente no que diz respeito ao caráter.

Ser honesto e escolher o que é correto em detrimento de vantagens pessoais nem sempre é tão simples para muitos de nós. Em nosso dia a dia frequentemente nos deparamos com inúmeras situações onde somos colocados à prova no que diz respeito ao certo e ao errado, se assim posso dizer. O importante, e relevante, é que a todo momento precisamos tomar decisões que influenciarão nosso futuro enquanto espíritos em constante fase de evolução.

Estamos passando por um período de renovação em nossa casa planetária, e o momento é oportuno para que sigamos por caminhos que nos mantenham em um ritmo evolutivo constante; e porque não crescente? Muitos ainda insistimos em permanecer em posturas e atitudes nada coerentes com este fato (renovação/transição) planetária, ou sequer levando em conta que nossas existências têm um propósito e que precisamos nos alinhar com isto, ou pelo menos refletirmos a respeito e, finalmente, pelo menos tentar mudar de atitude.

Precisamos pensar se estamos com olhos no roteiro evangélico desenhado por nosso querido Mestre Jesus, visando o idealismo, a prática das virtudes do amor e da mansuetude, do arrependimento e da força de vontade no bem. Desta forma, estaremos aptos para permanecermos nesta morada em que nos encontramos, como herdeiros do novo mundo, de modo a seguirmos firmes - e de maneira consistente - a nossa caminhada evolutiva.

domingo, 18 de agosto de 2013

Esculpindo o Próprio Destino

Segundo volume da trilogia temática composta por (além deste) Despedindo-se da Terra (1) e Herdeiros do Novo Mundo (3). Neste livro o autor espiritual aborda as questões relacionadas às responsabilidades que temos quando exercemos cargos públicos (como os políticos), trazendo-nos uma breve visão das conseqüências das atividades ilícitas de pessoas que exercem estas funções que, na verdade, são excelentes oportunidades de remissão de débitos anteriormente contraídos ou a chance de se avançar ainda mais na sua própria escala evolutiva.

Outro tema muito interessante que Lucius nos traz é a respeito do aborto e da ação dos espíritos durante as festas de carnaval. É incrível como pouco nos preocupamos, especialmente quando jovens, a respeito do que acontece no mundo espiritual enquanto muitos de nós estamos nos "divertindo", sem más intenções ou até mesmo inocentemente; no entanto muitas coisas acontecem sem que percebamos, ações e influencia de espíritos que em muito nos prejudicam, individualmente e coletivamente. A libertinagem instituída nestas festas traz conseqüências das mais variadas, desde pequenas desordens a ocorrências mais graves e contração de enormes débitos.

A liberação do aborto está diretamente relacionada a estes dois assuntos. Políticos inescrupulosos, diretamente influenciados por espíritos que se mantêm em freqüências nada nobres, propõem leis que tornam legais a pratica de atentados contra a vida, apoiando-se em argumentos relacionados à saúde pública e a individualidade no que diz respeito ao livre arbítrio. Afinal de contas, até onde pode ir o Estado ao determinar o que devemos ou não fazer? Muitos questionariam. No entanto, não se trata de interferência do Estado, como legislador, no livre arbítrio das pessoas, mas sim uma questão de ordem e civilidade, mesmo porque caso as pessoas queiram cometer o crime do aborto isto ainda será possível, a diferença é que será feito às escondidas, como é feito atualmente. E as conseqüências serão assumidas pelos envolvidos.

O câncer também é abordado na obra como favorecedor e impulsionador (assim como várias outras doenças) para a evolução do espírito. Imagino que não seja fácil ter que lidar com doenças desta natureza, precisamos de amadurecimento espiritual para isto, e é justamente a proposta do autor espiritual ao nos trazer à luz o assunto.

Assuntos bem polêmicos e que dão motivo para muitos debates, mas é fundamental que tenhamos a consciência de que precisamos lidar com cada um deles. Também não podemos esquecer que, neste exato momento, estamos esculpindo o nosso próprio destino.

sexta-feira, 29 de março de 2013

O Fim da Escuridão

Continuação da trilogia O Reino das Sombras e início de outra série (Crônicas da Terra), este volume traz informações a respeito de reurbanizações extrafísicas e de questões relacionadas ao período de transição em que estamos vivendo nos dias atuais, quando do juízo que se aproxima; mas não se trata de um julgamento final onde estaremos em um tribunal e seremos condenados ou absolvidos de acordo com o que fizemos durante a vida, o assunto em voga é um pouco mais polêmico e diz respeito aos espíritos milenares e opositores da política divina do Cristo, do amai-vos uns aos outros. Não que o juízo entre os encarnados não tenha importância, mas este livro trata especificamente destes espíritos que insistem e recusar-se em atender o apelo de Jesus, mesmo após várias oportunidades e chamados.

Isto não quer dizer que estes espíritos, que já tiveram suas experiências na carne (ainda que tenha sido a muito tempo atrás), serão esquecidos pela espiritualidade, o que muitos entre nós ainda infelizmente acreditam, mas que estes espíritos continuarão sendo muito queridos e amados, especialmente por Jesus, que envia seus emissários para que continuem buscando resgatá-los das sombras onde insistem em permanecer. Muitos deles sequer conseguiriam retornar à Terra devido ao seu baixíssimo padrão vibratório, que impede que uma mulher sequer inicie uma gestação tendo-os como feto em seu ventre. Sendo assim, certamente estes espíritos devem continuar suas jornadas em outros planetas, de natureza menos evoluída do que a Terra. O que pode parecer uma espécie de castigo na verdade trata-se de uma nova oportunidade de recomeço, de forma que eles possam utilizar seus conhecimentos milenares para contribuir com o desenvolvimento de sua nova habitação e de seus companheiros de jornada que lá também habitarão.

Conhecer as sombras, e nosso próprio lado sombra, é fundamental para que nos firmemos na luz.

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

Almas que Voltam

Almas que voltam é mais um belo romance de Fernando do Ó. Neste volume a história se desenvolve em duas partes, a primeira no plano espiritual onde o personagem principal, torturado por sua conduta inadequada em existências passadas, passa por um período de sofrimento e aprendizado, com o objetivo de adquirir força e resignação suficientes para que sua próxima passagem na terra seja bem aproveitada e que suas faltas sejam, ao menos, parcialmente resgatadas.

Passar por um período de provação, onde seus acusadores permanecem lembrando seus erros cometidos e o bem que deixou não foi nada fácil; em seguida veio o maior juiz de todos, a consciência, que se encarrega de trazer à tona todas as faltas de forma clara e viva, sem que nada fique para trás.
Este julgamento é infalível e nada pode nos fazer escapar dele, e além disso, sua eficácia é incomparável.

A segunda parte do livro narra a encarnação seguinte de Paulo, nesta oportunidade como um retirante no Nordeste Brasileiro nos anos 1900.

Sempre me chama a atenção como escolhemos as provas pelas quais nos propomos a passar (claro, quando estamos aptos a fazê-lo) e, quando encarnados, facilmente sucumbimos às dificuldades que encontramos, mesmo as não tão complicadas. Realmente não é tão simples compreender as razões que nos levam a enfrentar tais dificuldades, mas a resignação e a referência nos ensinamentos do Cristo faz com que as provas sejam suavizadas e as dores minimizadas.

Paulo, desde jovem, enfrentou grandes dificuldades, a começar pela perda dos pais no sertão. Apesar da sua sorte aparente ao ser escolhido para trabalhar e uma usina de cana de açúcar, é neste ambiente que ele enfrenta suas provas mais duras. No entanto, ao ler o romance podemos assimilar várias lições para o nosso proceder, e podemos perceber que as nossas dificuldades nem são assim tão grandes como fazemos parecer.

Uma história que nos prende do início ao fim, como os demais livros de Fernando do Ó, Almas que Voltam é de uma vivacidade tão intensa que nos causa a impressão de estarmos participando da história em alguns momentos. Ótima leitura.